Conferência | 13 Nov 2019 | ISCTE-IUL | Redes, agentes e conquistas nos sertões da capitania da Bahia – Século XVIII

Hélida Santos Conceição –

Na primeira metade do século XVIII a exploração aurífera transformou a ordem social, política e econômica nos sertões da Bahia. A elevação dos arraiais à condição de vilas, proporcionou um novo estatuto político ao território sob a jurisdição das câmaras recém criadas. À coroa interessava sobremaneira o assentamento de moradores no sertão, por isso, a regulação da vida eclesiástica, civil e judicial, dependia da implicação de diversos agentes locais. Foi nesse cenário que despontou a atuação dos sertanistas, também chamados de ‘práticos do sertão’. Os governadores e vice-reis com frequência requisitavam os serviços prestados pelos sertanistas. A criação de redes clientelares entre sertanistas e oficiais régios engendrou mecanismos de efetivação de multiplas e variadas formas da arquitetura institucional da monarquia portuguesa. Para os sertanistas, servir à coroa, significava cumprir individualmente com sua principal função social, muitas vezes literalmente às custas de suas vidas e fazendas. Dessa forma, essa conferência analisa a capilarização e as conexões projetadas entre e o império ultramarino português e os sertões baianos, nomeadamente a partir dos expedientes de atuação dos sertanistas e das redes clientelares na conquista do sertão baiano no século XVIII.

13 de Novembro 2019
ISCTE-IUL
Entrada Livre

COMISSÃO DE ORGANIZAÇÃO
Sarita Mota (CIES-IUL)
Claudia Atallah (UFF)

ORGANIZAÇÃO
Grupo de Pesquisa História Moderna e Contemporânea (CIES-IUL)
Grupo de Pesquisa Justiças e Impérios Ibéricos de Antigo Regime (JIIAR/UFF)


Hélida Santos Conceição é Professora Assistente da Universidade do Estado da Bahia (UNEB). Bacharel e licenciada em História pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) e Mestre em História pela mesma instituição. Doutora em História pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), onde integra o Grupo de Pesquisa Antigo Regime nos Trópicos (ART). Desde 2014 tem realizado investigação sobre o circuito econômico do ouro no sertão da capitania da Bahia no século XVIII. Publicou recentemente o artigo “A idade de ouro da Bahia: circuito econômico e formação social nas vilas auríferas do Sertão Baiano (1710-1735)”, Anais de História de Além-Mar, 2017: 99-142; “A América portuguesa e os sistemas atlânticos na época moderna: monarquia pluricontinental e Antigo Regime”, Varia História, 2015.

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ISCTE-IUL
Av. das Forças Armadas, 1649-026 Lisboa, Portugal

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